DELF e DALF: tudo o que você precisa saber sobre as diferenças entre esses diplomas de proficiência

18 de junho de 2020
Por  Administrativo

Se você começou seus estudos em língua francesa há pouco tempo, talvez você ainda não tenha ouvido falar em DELF e DALF, duas siglas muito comentadas sobretudo por professores de francês e alunos que pretendem estudar na França. No entanto, se a menção a esses nomes não te diz nada em especial (o que é absolutamente normal), neste artigo, para aqueles que têm curiosidade em conhecer mais sobre as mais diferentes possibilidades que o francês pode proporcionar em suas vidas, vamos explicar tudo o que é preciso saber sobre estes dois diplomas de proficiência em língua francesa de nomes DELF e DALF – afinal, talvez em um futuro não tão distante, você também tenha interesse em possuir esse tipo de certificação, não é mesmo?

Agora, se por outro lado você é daqueles que já começou a se preparar para as próximas etapas do seu sonho de estudar em uma universidade francesa, não por acaso você deve estar em busca de mais informações sobre esses diplomas: mas afinal, qual a diferença entre DELF e DALF, não é mesmo? Os nomes são tão parecidos!

A boa notícia é que, não importa qual seja o seu caso, neste texto você encontra reunido tudo o que você precisa saber sobre esses dois diplomas de proficiência em língua francesa. Confira!

O DELF

O DELF (Diplôme d’Études en Langue Française) é o Diploma de Estudos em Língua Francesa, mas não qualquer diploma, veja bem! Ele é o diploma oficial emitido pelo Estado francês, mais precisamente pelo Ministère Français de l’Éducation Nationale (Ministério Francês da Educação Nacional), que atesta os níveis iniciais de proficiência em língua francesa.

Assim, o DELF compreende os quatro primeiros níveis descritos pelo QECR (Quadro Europeu Comum de Referências), a saber: DELF A1, DELF A2, DELF B1 e DELF B2.  

Cada um desses diplomas é independente (isto é, para prestar o DELF B2, por exemplo, não é pré-requisito você já ter tirado o DELF B1 antes) e não tem validade, o que significa que, uma vez alcançada a certificação para um determinado nível, esta é vitalícia

Vale lembrar que, ao realizar a prova, o candidato estará prestando diretamente para um nível pré-estabelecido. Assim, caso ele não atinja a nota mínima desejada em cada uma das competências avaliadas (a nota mínima requerida para cada prova referente a uma competência específica é de 5/25), e se o resultado da sua prova como um todo não atingir a pontuação mínima de 50/100, a ele não é conferida a certificação pretendida, e nem tampouco ele sai com o diploma de um nível anterior ao qual ele havia prestado. 

Deste modo, quem não atinge as notas mínimas na prova deve esperar, então, uma nova sessão do DELF e prestá-lo novamente nas próximas datas disponíveis para a realização do exame. As provas do DELF  ocorrem quatro vezes ao ano, duas vezes no primeiro semestre, nos meses de Fevereiro e Junho, e duas vezes no segundo semestre, em Setembro e Novembro.

Como se trata de um diploma vitalício, aqueles que passaram no exame e já conseguiram um diploma DELF, seja para qual nível for, não podem refazer o exame com a intenção de melhorar suas notas, exceto se, antes, estes escolherem renunciar ao diploma já obtido.

  •   Como é a prova do DELF?

A prova é dividida em quatro diferentes partes que avaliam competências específicas do candidato, a saber: compreensão oral, compreensão escrita, produção oral e produção escrita.

A duração total das provas coletivas (isto é, compreensão oral, compreensão escrita e produção escrita) varia de acordo com o nível prestado: os candidatos ao DELF A1 tem, no total, 1h20min de tempo de prova (vale lembrar que cada competência tem uma duração específica para sua realização isso em todas as provas de todos os níveis; normalmente, a produção escrita é a competência que tem maior tempo de prova, enquanto a compreensão oral costuma ser a de mais curta duração, variando de 20 minutos no nível mais baixo até meia hora no nível mais avançado do DELF); os candidatos ao DELF A2, 1h40min; os candidatos ao DELF B1, 1h45min; e os candidatos ao DELF B2, 2h30min.

O tempo de preparação e execução das provas de produção oral também variam de acordo com o nível prestado: estudantes prestando para o A1 têm 10 minutos de preparação para cerca de 5 a 7 minutos de prova; estudantes prestando para o A2 têm os mesmos 10 minutos de preparação para cerca de 6 a 8 minutos de prova; candidatos ao B1, cuja prova oral é dividida em três momentos (entrevista dirigida, exercício em interação, e expressão de um ponto de vista a partir de um documento disparador), têm 15 minutos de preparação, sendo 10 deles dedicados a última etapa da prova; finalmente, os candidatos ao B2 têm meia hora de preparação e 20 minutos de prova.

O conteúdo cobrado em cada uma das competências de cada um dos níveis está sempre de acordo com o que foi estabelecido pelo Quadro Europeu Comum de Referência (QECR), que pode ser consultado de modo a orientar os estudos de cada candidato.

O DALF

DALF (Diplôme Approfondi de Langue Française) é o Diploma Aprofundado de Língua Francesa que atesta os níveis mais avançados de domínio do idioma, correspondendo, portanto, aos níveis C1 e C2 do QECR

Assim como o DELF, ele também é emitido pelo Ministério Francês da Educação Nacional, sendo, pois, um diploma conferido pelo Estado francês de valor vitalício e caráter independente (isto é, para prestar o C2, não é preciso antes ser titular de um certificado de C1).

Em linhas gerais, tudo o que foi dito a respeito do DELF também se aplica ao DALF, exceto os valores mínimos exigidos em cada competência das provas, que pode “variar” um pouco. Isso porque, apesar de o DALF C1 manter os critérios ainda parecidos com aqueles usados nas provas do DELF, isto é, nota mínima para cada competência de 5/25 pontos e, para a prova como um todo, mínimo de 50/100 pontos, para o DALF C2 as coisas funcionam de um modo um pouco distinto.

No DALF C2, apesar de serem avaliadas todas as quatro competências, elas são feitas conjuntamente, em dois momentos: o da avaliação das competências de produção e compreensão orais, e o da avaliação das competências de produção e compreensão escritas. Por isso, a nota mínima requerida em cada etapa não é de 5/25, mas de 10/50. No entanto, matematicamente, não se altera o mínimo requerido para o todo da prova, que permanece sendo de 50/100 pontos.

A possibilidade de refazer o exame com a intenção de melhorar as notas também não é possível aqui, a menos que o candidato escolha renunciar ao seu próprio diploma antes.

Para o DALF, há igualmente quatro sessões anuais nos meses de Fevereiro, Junho, Setembro e Novembro.

  •   Como é a prova do DALF?

As provas do DALF também avaliam as quatro competências específicas do candidato, a saber: compreensão oral, compreensão escrita, produção oral e produção escrita.

Para o DALF C1, o candidato tem quatro horas para realizar as provas coletivas, isto é, as compreensões oral e escrita, e a produção escrita; e meia hora de produção oral (cujo tempo de preparação é de uma hora).

Já para o DALF C2, o candidato tem três horas e meia para realizar as provas de compreensão e produção escritas. As provas de compreensão e produção orais, por sua vez, são divididas em três partes: o candidato deve fazer uma espécie de relatório (compte rendu) do conteúdo referente ao documento sonoro que ele terá escutado por duas vezes; a partir da problemática exposta no documento sonoro, o candidato deverá promover um desenvolvimento pessoal a seu respeito; por fim, tem-se um debate com o júri.  Para tanto, o candidato tem meia hora de passation  e uma hora de preparação.

Como o DELF e o DALF podem me ajudar a ir para a França?

Um diploma oficial conferido pelo Estado francês atestando seu domínio no idioma pode lhe abrir muitas portas tanto do ponto de vista profissional quanto do ponto de vista acadêmico.

Isso porque a maior parte das universidades francesas, por exemplo, costuma cobrar dos candidatos estrangeiros certificação oficial que ateste um domínio equivalente ou superior ao nível B2. Mas é claro que, quanto mais avançado for seu nível, maiores são suas chances de aceite frente às candidaturas nas universidades francesas.

E o mesmo princípio vale para as candidaturas às vagas profissionais: no momento de enviar seu CV, é tanto melhor para o candidato poder colocar na parte de idiomas que ele já tem um bom domínio da língua, e provar isso através do diploma DELF ou DALF.

Assim, para aqueles que não gostariam de ficar tendo de refazer as provas de proficiência a cada dois anos, quando, por exemplo, o TEF e o TCF perdem sua validade, os diplomas DELF e DALF acabam sendo uma boa saída, pois uma vez que o candidato passa no exame, seu certificado atesta permanentemente o nível do idioma dominado por ele.

Como se preparar?

Para ambas as provas de proficiência, é importante estabelecer uma rotina de estudos, de modo que sua exposição à língua francesa seja constante e bastante intensa até a data do exame. Tente, portanto, não faltar às aulas de francês e, depois de estudar junto aos seus professores durante o horário de aula, faça um esforcinho para separar um tempo durante a semana a fim de revisar os conteúdos que já foram dados e estar preparado para os novos conteúdos que virão.

É verdade também que, devido a sua complexidade, tais provas podem requerer uma dedicação extra da parte dos candidatos que, para além das aulas regulares de francês, sentem necessidade de reforçar seus conhecimentos de língua e cultura francesa para bem realizá-las. Pensando nisso, o Curso de Francês Online criou os preparatórios DALF C1 e C2 e os DELF B1 e DELF B2, voltados totalmente às especificidades dos exames, de modo a preparar seus candidatos de modo mais direcionado e preciso.

Com os preparatórios, os alunos podem praticar todas as habilidades exigidas pelas provas (compreensão oral e escrita, produção oral e escrita) não só através do apoio dos tutores, mas se valendo também da ferramenta de pronúncia e dicionário disponíveis em nossa plataforma.

No entanto, vale lembrar que, para além de se preocupar com o estudo dos pontos que abarcam a estrutura da língua e do exame, é igualmente importante procurar se expor a documentos textuais e audiovisuais autênticos, isto é, todos aqueles que foram produzido por nativos (e na maior parte do tempo para nativos),  também em autonomia para que, assim, o estudante de língua francesa acostume olhos e ouvidos aos tipos de documentos que podem ser cobrados no exame. 

Procure, então, ler notícias de jornal ou livros, escutar músicas e podcasts, ver vídeos no YouTube, assistir filmes, tudo isso em francês, logicamente. Assim, você conseguirá trabalhar diversas competências de um jeito tanto mais dinâmico, e se preparar para a prova também no seu tempo livre.

 

 

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