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IFESP utiliza novas descobertas das ciências cognitivas

Por Administrativo abril 20, 2018
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Os exercícios dos cursos de francês online do IFESP levam em consideração técnicas de repetição programada e automação que vão de acordo com pesquisas científicas sobre as diferentes etapas do aprendizado

Os mais recentes estudos na área das ciências cognitivas revelam o poder que tais técnicas exercem no processo de ensino assegurando métodos mais eficazes de aprendizado. Atentando para as novas descobertas e buscando inspiração em especialistas como Barbara Oakley, autora do aclamado livro Learning HowTo Learn, o IFESP renovou sua metodologia de ensino tornando as ciências cognitivas a base do polo pedagógico do instituto para adaptar e aperfeiçoar os exercícios presentes em sua plataforma de ensino de francês 100% online.

O processo é bem simples: nosso cérebro reage a certos estímulos que devem ser frequentes e graduais, fazendo com que a repetição e o acúmulo levem à naturalização e absorção eficiente do conteúdo.

  “O cérebro é preguiçoso e, por isso, faz de tudo para que a cada vez se utilize menos energia para uma mesma atividade cotidiana, levando à mecanização ou à introjeção daquilo que fazemos sempre”, explica Maxime Legal, membro da equipe pedagógica do IFESP e estudioso de design instrucional. “Nossos neurônios sofrem pequenas fugas de eletricidade durante a condução e transmissão de informações, mas desenvolvemos uma película chamada mielina, que tem a função de diminuir esses escapes. A repetição programada nos estudos cria uma espécie de camada de isolamento que ajuda a melhorar a transmissão dos conteúdos e sedimenta melhor o que se estuda”, compara.

Estágios da aprendizagem

      A equipe do IFESP tomou como base publicações que analisam minuciosamente os resultados de exames de ressonância magnética realizados no cérebro humano. A partir desses estudos, o instituto reformulou os exercícios de sua plataforma de ensino, em consonância com os diferentes estágios da aprendizagem: a tomada de conhecimento, a compreensão, a prática e o domínio.

     “O contato com a problemática inicial se faz através de um contexto e de diversas técnicas que conduzem o aluno a praticar até atingir o automatismo. Ou seja, após fazer e refazer diversas vezes, a repetição leva à perfeição e ao entrosamento total com a língua estudada”, destaca Maxime.

      De forma simplificada, o automatismo é o resultado de um processo natural que segue a seguinte linha: ‘eu não sei que eu não sei’, ‘eu sei que eu não sei’, ‘eu sei que eu sei’ e ‘eu não sei que eu sei’.O aluno ter esse tipo de percepção no quarto e último estágio é a prova de que o modelo é eficaz.

Sugestões para estudar melhor

As pesquisas também demonstram que a repetição não deve ser exaustiva, mas condensada e frequente. “É melhor estudar 30 minutos por dia do que fazer uma longa sessão de estudos no final de semana, por exemplo, para supostamente compensar a falta de estudo dos dias anteriores”, assevera o especialista. “Queremos que o aluno coloque um tijolinho por dia nessa construção do aprendizado e, por isso, desenvolvemos um conteúdo enxuto, com uma explicação sintética e que favorece a prática”, completa.

    O método do IFESP é flexível, pois considera o fato de que cada aluno tem um estilo próprio de estudar. Mas o instituto insiste em algumas dicas para melhorar o processo, como por exemplo, tentar se desvencilhar de todas as fontes de distração.

É preciso buscar um lugar calmo, ficar longe da televisão e, se possível, do próprio celular, para atingir um alto grau de concentração durante meia-hora. O dicionário também deve ser evitado o máximo possível enquanto se responde aos exercícios. Tomando esses cuidados, os alunos derrubarão a quase-totalidade das eventuais barreiras que dificultam o aprendizado, atingindo mais rapidamente os resultados desejados!

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